Voltando à literatura...
Muitos de vocês, seus incultos da merda, já devem ter bebido cimbalinos, e naqueles pacotinhos de açúcar amarelos da marca Nicola verem lá um tipo e perguntarem-se: Quem é este gajo, ó caralho?
Manuel Maria Barbosa du Bocage, esse grande homem do Pré-Romantismo português, conhecido por poemas como Olha, Marília, as flautas dos pastores -- um perfeito exemplo de locus amœnus -- ou até Ah! Não me roubou tudo a negra sorte (um belo de um locus horrendus).
Contudo, vou-vos agora revelar uma característica deste grande senhor, qual Nel Monteiro.
Ribeirada, Canto Único, I, II e III:
E não pensem que isto é tudo, é apenas um mero exemplo. Para mais recomendo a obra do mesmo, de seu nome Poesias Eróticas, Burlescas e Satíricas, datada de 1854, se não me engano.
Pois é, para a próxima vez que beberem um cimbalino já sabem. E já agora, bebam com cheirinho (tradução para leigos: com bagaço) que é mais à HOMEM!
PS: Pois é, ser super-herói dá-nos uma certa omnisciência (e modéstia). :D
Manuel Maria Barbosa du Bocage, esse grande homem do Pré-Romantismo português, conhecido por poemas como Olha, Marília, as flautas dos pastores -- um perfeito exemplo de locus amœnus -- ou até Ah! Não me roubou tudo a negra sorte (um belo de um locus horrendus).
Contudo, vou-vos agora revelar uma característica deste grande senhor, qual Nel Monteiro.
Ribeirada, Canto Único, I, II e III:
Acções famosas do fodaz Ribeiro,
Preto na cara, enorme no mangalho,
Eu pretendo cantar em tom grosseiro,
Se a musa me ajudar neste trabalho:
Pasme absorto escutando o mundo inteiro
A porca descrição do horrendo malho,
Que entre as pernas alberga o negro bruto
No lascivo apetite dissoluto.
Oh! musa galicada e fedorenta!
Tu, que às fodas de Apolo estás sujeita,
Anima a minha voz, pois hoje intenta
Cantar esse mangaz, que a tudo arreita:
Desse vaso carnal que o membro aguenta,
Onde tanta langonha se aproveita,
Um chorilho me dá, oh musa obscena,
Que eu com rijo tesão pego na pena.
Em Tróia, de Setúbal bairro inculto,
Mora o preto castiço, de quem falo;
Cujo nervo é de sorte, e tem tal vulto,
Que excede o longo espeto de um cavalo:
Sem querer nos calções estar oculto,
Quando se entesa o túmido badalo,
Ora arranca os botões com fúria rija,
Ora arromba as paredes quando mija.
E não pensem que isto é tudo, é apenas um mero exemplo. Para mais recomendo a obra do mesmo, de seu nome Poesias Eróticas, Burlescas e Satíricas, datada de 1854, se não me engano.
Pois é, para a próxima vez que beberem um cimbalino já sabem. E já agora, bebam com cheirinho (tradução para leigos: com bagaço) que é mais à HOMEM!
PS: Pois é, ser super-herói dá-nos uma certa omnisciência (e modéstia). :D

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