Pequena aula de literatura
Como super-herói que sou tenho muitas obrigações, sendo uma delas educar as massas. Portanto, decidi dar uma aulinha de português aqui no nosso fabuloso blog. Vou dissecar parte de um poema de um dos autores mais influentes das últimas décadas, Quim Barreiros. Eis o excerto em questão:
Ponho o carro!
Tiro o carro!
À hora que quiser...
Que garagem apertadinha!
Que doçura de mulher!
Tiro cedo ponho à noite,
e às vezes à tardinha,
estou até mudando o óleo na garagem da vizinha!
- in A Garagem da Vizinha
Uma análise rápida permite facilmente ver que este poema pode ser inserido na fase modernista de Quim, pois há marcas claras das temáticas que caracterizam essa fase da obra do autor: a exaltação da máquina e a explícita vontade de tudo sentir a toda a hora (ver primeiros versos). Uma análise mais aprofundada revela-nos uma passagem ambígua e intrigante para o prazer carnal, no quinto verso, comparando o homem à máquina, acordando no leitor a eterna questão do sentido da vida (ou falta dele), da animalidade do ser humano. De facto, o último verso explicita de forma brilhante e emocionante esta fusão, numa das passagens mais poderosas de toda a obra poética Barreirana.
Espero que isto os tenha esclarecido, e que deixem de fazer parte da grande maioria de grunhos que acham que Quim Barreiros é só trocadilhos porcos.
Ponho o carro!
Tiro o carro!
À hora que quiser...
Que garagem apertadinha!
Que doçura de mulher!
Tiro cedo ponho à noite,
e às vezes à tardinha,
estou até mudando o óleo na garagem da vizinha!
- in A Garagem da Vizinha
Uma análise rápida permite facilmente ver que este poema pode ser inserido na fase modernista de Quim, pois há marcas claras das temáticas que caracterizam essa fase da obra do autor: a exaltação da máquina e a explícita vontade de tudo sentir a toda a hora (ver primeiros versos). Uma análise mais aprofundada revela-nos uma passagem ambígua e intrigante para o prazer carnal, no quinto verso, comparando o homem à máquina, acordando no leitor a eterna questão do sentido da vida (ou falta dele), da animalidade do ser humano. De facto, o último verso explicita de forma brilhante e emocionante esta fusão, numa das passagens mais poderosas de toda a obra poética Barreirana.
Espero que isto os tenha esclarecido, e que deixem de fazer parte da grande maioria de grunhos que acham que Quim Barreiros é só trocadilhos porcos.

opiniões foleiras (1):
Só que meu possante carro
tem um bonito atrelado
que eu uso para vender côco
e ganhar mais um trocado
a garagem é pequena
e o que é que eu faço agora
o carro fica dentro
e os côcos ficam de fora
Não entrando por campos de difamação deste e daquele, diria que certos versos da obra Barreiriana chegam a ser tão bons que podiam incorporar uma das colectâneas de poesia erótica, burlesca e satírica de Bocage.
O que me dá ideias para uns próximos posts... Mas por enquanto só ideias. :D
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